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Impressoras 3D já são amplamente usadas em linhas de produção nos EUA, mas são utilizadas em escala massivamente inferior em relação às linhas de produção da China. Estes centros de produção chineses utilizam uma nova impressora 3D que custa US$ 120 mil, por exemplo, que produz peças de metal a um custo muito mais baixo e é 100 vezes mais rápida do que as máquinas de sinterização de metal a laser que são comumente usadas nos EUA.

Para ilustrar o que faz de Shenzhen um lugar tão diferente dos demais centros de tecnologia do mundo, um empresário chinês compartilhou uma história pessoal na edição de 2013 do Shanghai Maker Carnival: “Estava em meu apartamento, em Huaqiangbei, e então recebi uma ligação no início da manhã. Minha fábrica precisava de transistores. Então eu me levantei, desci até a rua, comprei 3.000 transistores, fui até a fábrica, colocamos na máquina da linha de produção e duas horas depois a linha já estava funcionando novamente.” Em qualquer outro lugar do mundo, a fábrica estaria aguardando as peças para a manutenção por talvez 24 horas.

Matt Mets, ex-engenheiro da MakerBot que atualmente vive em Shenzhen, China, ofereceu em seu blog pessoal uma analogia colorida que também descreve o ecossistema único de Shenzhen: “Todas as coisas que construímos eram super-pequenas em comparação com o que as empresas gigantes construíam em Shenzhen. Mas estávamos construindo em Shenzhen, então estávamos meio que ‘agarrados à pele de um animal muito maior’, que é a grande manufatura, e esse animal vive no sul da China.”

Shenzhen é um lugar onde um novo smartphone pode ser rapidamente projetado ou alterado e, dias ou até horas depois, fabricado aos milhões. Sim, suas linhas de produção possuem muita robótica implementada para produções completas, mas a China também está cheia de pessoas treinadas que trabalham em linhas de produção nas fábricas e que podem rapidamente estabelecer perfeitas soldas a um nível comercialmente aceitável.

Fábricas da China podem facilmente detectar um produto interessante inventado no Kickstarter, por exemplo, e lançar versões comercializáveis horas depois. Muitos inventores não tiveram nem a oportunidade de registrar seus produtos, e já viram seu invento ser vendido no mercado Chinês e até mesmo sendo exportados em grandes marketplaces da China. Uma fábrica ou uma equipe de design, por exemplo, pode copiar um produto como um hoverboard, descobrir como ele é feito e começar a produzir produtos quase idênticos, ou até versões melhoradas, graças à engenharia reversa que tem sido cada vez mais utilizada por lá.

Impressoras 3D e tecnologias que possibilitam a engenharia reversa, como scanners e softwares para digitalização, não são mais utilizados apenas em laboratórios de protótipos. Hoje estes recursos podem realizar tarefas em larga escala e adaptar-se para fornecer produtos com as mais variadas matérias-primas possíveis, e as fábricas da China sabem muito bem como empregar estes recursos.

Engana-se você leitor se pensa que fábricas da China são despreparadas ou que apenas fornecem produtos de qualidade mediana. Atualmente elas não possuem apenas máquinas controladas por computador e linhas de montagem controladas por robôs, elas agora também têm um nível alto de conhecimento em fabricação e um monte de profissionais e líderes que lidam com fabricação, desenvolvimento e construção de produtos todos os dias.

Não serão apenas algumas boas impressoras 3D de polímeros ou metais que poderão substituir o monstro fabril Chinês. Pensar nisso é o mesmo que pensar que alguns scripts flexíveis de codificação automática poderiam substituir as empresas de software do Vale do Silício. Todavia, “se não consegue competir com o inimigo, una-se a ele”, é o que diz o ditado. Isto é o que têm feito algumas gigantes de tecnologia, como Apple, Sony, Samsung entre outras.

[NextBigFuture]

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